
Devaneios repousados na ínsula , regaço bordado !
no astro estampado na janela do Supremo
doutrina pintada ao deus-dará
acção das dores sangrando de sagradas, perfeita !
num calar surdo de mudo, eloquente !
porque o silêncio casou com uma nuvem sem boca
talvez eu possa prender o teu mel rosado , poderoso !
nessa linha entre a atmosfera deste aqui, aí !
sentindo como o sufôco é belo
na linguagem gestual, mímica de arlequim
seguindo a redacção do corpo no centro, do texto !
tão velozmente
que o sopro do beijo prisioneiro do nós , resplandece !
na brisa que o derrama no universo
traçando uma estrada, instantânea !
que une a janela desta pequena terra
às avenidas do Sol imenso ...
Luiz Sommerville , 2709201015,55





